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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Terceiro dia da Semana Harry Potter significa Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban o terceiro filme/livro desta fantástica saga que tem vindo a encantar milhões de fãs ao longo dos anos.
Sinceramente para mim como potterhead, é-me difícil  falar sobre Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Como filme, é um dos melhores da série, pelo facto de apresentar uma grande evolução em relação aos seus antecessores. Porém, como adaptação, é bastante decepcionante devido à pouca fidelidade do filme com a obra que o originou. Falemos agora então sobre o ponto de vista cinéfilo, ou seja o filme em si.
Chris Columbus, o diretor das duas aventuras anteriores, desta vez assumiu apenas o cargo de produtor, devido ao desgaste após tanto trabalho que tivera. Assim sendo, foi chamado para comandar esta terceira aventura o diretor mexicano Alfonso Cuáron. Logo de início, era possível perceber que seria um trabalho difícil, já que o terceiro livro é um dos mais complexos e desafiadores da série, não apenas pela sua história mais madura, mas porque é neste aqui que os personagens começam a lidar mais intensamente com os seus sentimentos de adolescentes. Felizmente, Cuáron superou todos estes obstáculos, e criou um dos melhores filmes da série, mais divertido e também sombrio.
Harry Potter encontra-se no terceiro ano de Hogwarts. Quando está a voltar de férias, um perigoso bruxo, Sirius Black, foge da prisão Azkaban. E justamente Sirius que era um grande amigo do “You-Know-Who”, que estaria de regresso para terminar o que “You-Know-Who” começou: matar o nosso Harry Potter.
Apesar de trabalhar com a mesma equipa dos filmes anteriores, Cuáron fez a produção evoluir em muitos quesitos, a começar precisamente pelo visual. Enquanto nos primeiros filmes os figurinos, apesar de criativos, soaram um pouco repetitivos, o diretor fez uma acertada escolha ao permitir que os protagonistas usassem roupas próprias e esta opção funciona perfeitamente, uma vez que sentimos que os atores estão mais à vontade nos seus papéis. Isto deixa o filme com um visual mais moderno, além de causar uma maior identificação com a maioria dos fãs adolescentes. E se houve uma coisa que Cuáron fez bem foi inserir a sua marca no filme sem deixá-lo soar demasiado autoral. Utilizando a sua câmara com mais intensidade que Columbus, o diretor optou por closes e movimentos criativos, além da utilização de planos mais abertos, que traduzem toda a beleza e imponência dos cenários de Hogwarts. O diretor enfatiza no clima vazio e sombrio das paisagens, sempre nublados, que ajudam a criar o tom sombrio ideal para este filme.
Cuáron também dá um ritmo delicioso ao filme, tornando-o bem menos enfadonho do que os dois primeiros. A já habitual abertura na casa dos Dursley, por exemplo, é rápida, mas define bem o que o Harry é agora, um rapaz que está a crescer, que está a começar a adquirir características de adolescente, em suma, está a começar a amadurecer. Os novos elementos inseridos também tornaram o filme muito mais atraente. Desta vez, as criaturas mágicas surgem num maior número e vão desde Hipogrifos, passando pelo bicho-papão e chegando aos Dementors, os seres que sugam a alma das pessoas e que se encontram supostamente apenas em Azkaban. Estes, aliás, mostram-se criaturas pouco originais, e donos de um design que lembram muito os Espectros do Anel, as criaturas da trilogia O Senhor dos Anéis.
Novamente, o filme chama a atenção pela quantidade de nomes conhecidos do cinema e do teatro britânico. Enquanto Maggie Smith e Alan Rickman dispensam elogios, algumas novidades surgem, como Michael Gambon, que substitui o falecido Richard Harris na pele de Albus Dumbledore e que faz um trabalho espetacular. Gambon traz um ar muito mais ativo ao personagem, apagando a imagem lenta que Harris havia construído para o bruxo. David Thewlis interpreta Remus Lupin com muita simpatia, enquanto que Gary Oldman constrói uma composição fantástica para Sirius Black, o prisioneiro referido no título.
E como já foi dito, Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson surgem bem mais à vontade nos seus fantásticos papéis, especialmente Radcliffe, que aqui começou a apresentar o seu talento dramático, ao encarnar bem todas as angustias e medos do pequeno bruxo. Mas sinceramente incomodou-me o facto de Rupert Grint e o seu personagem não terem recebido mais atenção, e a impressão que acaba por ficar é de que o Ron foi completamente descartável para a história, assumindo apenas uma função cómica. E mesmo com a sua considerável queda de ritmo nos últimos 20 minutos, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban firmou-se como um dos grandes exemplares da saga, aquele que será eternamente lembrado pela nova cara que deu às aventuras do jovem bruxo
E chegamos ao fim do nosso terceiro dia da Semana Harry Potter, será que ainda falta muito para chegar a hora do meu filme favorito da saga? Em breve descobrirão, fiquem atentos ;)

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