Música Filmes Sagas Séries Livros Animes Jogos Moda K-Pop Sentido Oposto Sentido Oposto Contactos Downloads Facebook Tumblr Instagram Twitter

sábado, 12 de agosto de 2017

Star Wars Episódio VI (crítica)

Chegamos ao nosso penultimo dia da Semana Star Wars e hoje como é esperado falarei do maravilhoso episódio VII que marca o fim da trilogia clássica.
Depois de longos anos de muito trabalho e sucesso, finalmente chegara a hora de George Lucas concluir a sua trilogia que tanto sonhara e pensara. Agora a sua saga já era famosa. Os bonecos eram vendidos como se fosse água no deserto, o rosto dos protagonistas figurava entre latas de refrigerantes e camisolas, miniaturas das naves espaciais preenchiam as prateleiras das lojas de brinquedos. Uma infinidade de produtos foram criados para saciar a fome de milhões de fãs à volta de todo o mundo. Só que para deixar essas pessoas felizes verdadeiramente, faltava apenas uma coisa: o último capítulo da saga de Luke Skywalker contra o grande vilão Darth Vader. Assim como os dois primeiros filmes, no dia 25 de Maio de 1983 a longa espera chegou ao fim. Apesar deste filme ser um dos favoritos de muitos, para mim ele foi o mais fraquinho da trilogia clássica, basicamente porque este ‘sexto’ episódio tem os seus erros muito mais gritantes do que as outras versões, e é só parar para pensar que é possível inclusive listar tais erros, tarefa que nos dois primeiros filmes da trilogia apresentava-se extremamente difícil.
Pode-se dizer que o primeiro erro grave é que este filme apresenta-se um tanto repetitivo. Pensemos desta forma, será que George Lucas não pensou em nada que pudesse trazer problemas aos nossos heróis que não fosse outra Estrela da Morte? Ainda há um agravante neste já grave defeito: o ponto fraco desta nova Estrela da Morte, chamada de ‘definitiva’, apresenta-se ainda mais fácil de ser alcançado do que a de Uma Nova Esperança. Alguns podem alegar que “claro que este ponto fraco era mais fácil de ser alcançado, a arma ainda estava a ser construída.”, só que se formos prestar atenção por onde os Rebeldes entram nesta nova arma - pela parte construída, e não a que está em construção -, fica difícil não nos questionarmos porque é que eles não fizeram isso em Uma Nova Esperança ou então como o Império cometeria a burrice de construir uma segunda Estrela da Morte com um ponto fraco que não havia na primeira.
O segundo erro está precisamente ligado ao primeiro. Se George Lucas poderia ter aproveitado melhor o tempo de filme colocando um novo perigo para os nossos heróis, poderia também ter trabalhado um pouco melhor a primeira metade do filme. Isto porque nada do que acontece ali faz a história andar, simplesmente temos cenas de ação (que funcionam, empolgam bastante, sim é verdade) para resolver todos os problemas que o final de O Império Contra-Ataca tinham deixado em aberto, ao invés de utilizar a resolução desses problemas para atirar a história para a frente. Luke, por exemplo, salvou Han Solo de Jabba, mas o que é que isso adicionou à história? Em que é que isso alterou os personagens? Em que é que isso contribuiu para a Força de Luke? Em nada basicamente. A primeira metade do filme nada mais é do que uma perda incrível de tempo. A prova disto é se formos comparar o quanto O Império Contra-Ataca conseguiu expandir o mundo de Star Wars, apresentando diversos cenários novos, muitos monstros, mas sem perder o fio da meada. Por perder muito tempo a solucionar os problemas, temos uma limitada expansão do cenário e do mundo, limitando-se a uma floresta tropical onde os Rebeldes devem desativar o escudo protetor da Estrela da Morte e o retorno ao deserto de Tatooine, onde Jabba esperava com Han Solo como prémio na sua parede.
Há ainda um terceiro erro considerável, que é a cara do Darth Vader aparecer no filme, numa tentativa desesperada de Lucas de humanizar o personagem e emocionar o seu público. Se o interessante de Vader era justamente o conflito entre o homem e a máquina que havia no seu corpo, aquela cena praticamente junta tudo e atira para o caixote do lixo. Não que isto tire todo o mérito do filme, mas simplesmente o deixou mais apelativo e, dependendo do ponto de vista, estúpido. O que nos leva ao quarto erro do filme: o modo como tudo ficou mais infantil. Se nos outros filmes o bom humor era bem medido e de bom gosto, aqui ele extrapola para um lado que pesa na balança e desequilibra os outros aspectos do filme. Não que o bom humor seja necessariamente mau, mas quando ele está empregado em excesso, acaba por tirar a atenção para outros pontos mais importantes do filme, e O Regresso do Jedi acaba por sofrer com esse contra-balanceamento.
Há ainda um pequeno defeito, desta vez provindo das novas edições especiais em DVD. Isso porque, no fim do Episódio VI, George Lucas simplesmente resolveu tirar o velho espírito Anakin e substituí-lo por Hayden Christensen, quem interpreta Anakin Skywalker nos filmes mais recentes. Alguns aprovaram a mudança, defendendo o argumento de que Anakin não envelhecera, portando a imagem de Hayden era mais apropriada do que a do velho, enquanto os mais conservadores criticaram o facto de Lucas alterar o conteúdo da obra, e não somente aperfeiçoar os efeitos. Apesar de todos estes erros, Star Wars Episódio VI tem os seus méritos. Muitos combates são mal aproveitados dentro da história do filme e alguns soam até forçados, uma vez que haveriam soluções mais fáceis para certas situações, mas como entretenimento eles funcionam muito bem. A luta em que Luke Skywalker enfrenta diversos homens de Jabba, bem por cima do monstro da areia, é simplesmente demais. Até mesmo o combate na Estrela da Morte, criticado por ser uma situação repetitiva, empolga e faz relembrar os melhores momentos de Uma Nova Esperança. Há ainda um outro excelente combate, em meio à Floresta, onde os nossos heróis contam com a ajuda dos fofinhos Ewoks, mini-ursos que usam armas brancas pré-históricas para combater a alta tecnologia dos lasers do Império.
O confronto mais esperado, mais uma vez, é entre Luke Skywalker e Darth Vader, mas desta vez sobre a vistoria de ninguém menos que o próprio Imperador em pessoa. Ainda inferior em todos os aspectos ao primeiro combate, inclusive na sua conclusão, pelo menos não decepciona. Há todo um trabalho psicológico preparatório antes da coisa piorar, com o Imperador e Darth Vader a mostrar a Luke os seus amigos a serem estraçalhados numa emboscada, com o sabre de luz de Luke bem ao seu alcance. Caso ele o pegue e mate os dois, a sua raiva estará fora de controle, partindo um código Jedi e dando um grande passo para o lado negro da força, mas se ele controlar a sua ira, poderá continuar a sua trilha que vinha a traçar pelo bem de todos. Um interessante conflito que deve ser visto com um olhar um pouco mais atento pela nossa parte. Todas as figurinhas carimbadas estão de volta aos seus papéis de sucesso, incluindo o trio principal de protagonistas. Destes, o único que quase não participou desta continuação foi Harrison Ford, uma vez que ele agora era bastante famoso, protagonista de uma outra saga própria de sucesso (Indiana Jones) e vinha a colecionar papéis em filmes importantes como Blade Runner. A intenção de Lucas era realmente matar o personagem no fim de O Império Contra-Ataca, o que explica toda a volta que a história tem que dar ao início de O Regresso do Jedi antes da história voltar a evoluir. Além de Luke, Leia e Han Solo; Yoda, Obi-Wan, Darth Vader, o Imperador, Lando e todos os demais personagens importantes para a evolução da história em O Império Contra-Ataca estão de volta, porém desta vez num tom de conclusão nas suas ações. Mesmo o filme sendo bastante focado no trio principal, cada personagem consegue ter a sua importância e, mais que isso, atrair a atenção do público.
Há ainda um tom de fantasia neste último capítulo, ao contrário do que os fãs esperavam, depois de todo o lado sombrio que reinara em O Império Contra-Ataca. Porém, diferente do Episódio 3, que conclui a nova trilogia, não havia porque haver um final triste, sombrio, para a conclusão. Lucas inclusive queria Steven Spielberg para dirigir este último Episódio, mas como ele estava com problemas com o Sindicato de Diretores, do qual Spielberg fazia parte, não pode contratar o diretor, tendo que optar por Richard Marquand, experiente, mas de pouca projeção no mercado. O subtítulo deste Episódio, até ao último instante, seria A Vingança do Jedi. Depois Lucas concluiu que um Jedi simplesmente não pode vingar-se, devido aos códigos Jedis que ele próprio inventara, então alterou para o título antigo e atual, O Regresso do Jedi. Depois de seis longos anos de trabalho, George Lucas finalmente concluiu a sua trilogia. Mesmo que algumas coisas tenham deixado a desejar, o carisma dos personagens e a conclusão satisfatória da ideia fazem de Star Wars uma das melhores trilogias da história do cinema. São horas e mais horas da melhor pipoca, da clássica aventura do herói contra o vilão que quer dominar o mundo e uma nova religião que perdura por anos e anos até os dias de hoje. Não foi à toa que Star Wars Episódio I - A Ameaça Fantasma tornou-se um dos filmes mais esperados de todos os tempos...
E por hoje ficamos por aqui com a nossa Semana Star Wars, mas amanhã volto infelizmente com o último dia :( Fiquem atentos. May the force be with you.

Sem comentários:

Enviar um comentário